Já sabia que era uma mentira, já sabia que não chegaria. Quanto tempo que por ele perdi, que promessa ordinária não cumpri. São amores problemáticos como você, como eu. E a espera de um telefone, a aventura do ilógico, a loucura do mágico. Um veneno sem antídoto, a espera de um telefonema, a amargura do passageiro porque ele se foi. Amores, tão estranhos que te fazem cínica, te fazem sorrir entre lágrimas. Quantas páginas hipotéticas, para não escrever as autênticas. São amores que somente na nossa idade se confundem com nossos espíritos, te interrogam e nunca te deixam ver se será amor ou prazer. E quantas noites chorarei por ele, quantas vezes voltarei a ler aquelas cartas que eu recebia quando as minhas dores eram alegrias? São amores esporádicos, porém em você permaneceram. Amores, tão estranhos que se vem e vão, que em seu coração sobreviverão. São histórias que sempre contará, sem saber se são de verdade. São amores frágeis, prisioneiros, cúmplices. São amores problemáticos, como você, como eu. São amores frágeis, prisioneiros, cúmplices. Tão estranhos que vivem se negando, escondendo-se dos dois. Já sabia que não chegaria, esta vez me prometerei... Tenho desejo de um amor sincero, já sem ele...
Nenhum comentário:
Postar um comentário